Mostrando postagens com marcador Variantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Variantes. Mostrar todas as postagens

15 de março de 2016

Zoeira na História: A série E de Hitler



Entwicklung, ou como é conhecido E-Séries, foi uma série de projetos de veículos blindados padronizados da Alemanha Nazista.


Comparação dos tamanhos dos blindados da série E

 Haviam 6 categorias de veículos diferentes divididos em pesos. Os blindados da Série E eram mais baratos, simples de se produzir e mais eficientes que seus antecessores. No entanto, havia pouca mudança significativa dos veículos produzidos, na verdade os veículos da Série E, até o E-75, eram variações do Tiger II.

Os veículos a serem produzidos eram: E-5, E-10, E-25, E-50
Standardpanzer, E-75 Standardpanzer e E-100

 

E-5


Era o mais leve, com aproximadamente 5 - 10 toneladas, era a base do veículos da Série E. Com a função de reconhecimento, seu design era baseado no Jagdpanzer bem ao estilo de um caça-tanque. 


Nenhuma das fotos oficiais confirmaram sua produção, acredita-se que tenho sido apenas um projeto sem um modelo inicial.

        

E-10

Desenvolvido para substituir o Jagdpanzer 38 (t), os modelos deste novo chassi estariam na categoria de 10 - 25 toneladas. O E-10 possuía um novo sistema de suspensão e rodas em aço para fácil remoção e reparos. Seu sistema de suspensão foi mais tarde usado no Panzer 61 suíço (década de 1960). A intenção desse projeto era construir pequenos e leves caça-tanques. Seu projeto foi abandonado por uma melhoria do Jagdpanzer 38 (t) que recebeu o nome de PzKpfw 38 D.
    
         

 

 

E-25

 
Os E-25 estão na categoria de 25 - 50 toneladas e seriam os substitutos dos Panzer III e Panzer IV, produzidos em parceria com a Porsche Inc. Esta categoria incluía veículos de reconhecimento médio e pesado. Como armamento, levava um canhão de 75mm Pak 42 L / 70 e uma possível MG em uma pequena torre.

   

E-50 Standardpanzer













Concebido como um blindado médio padrão, substituiria os Panther e Tiger I. A principio seu chassi seria idêntico ao do Tiger II em dimensões, mas com uma grande diferença na montagem das placas, usando menos rebites, parafusos e reduzindo pontos de soldas. Seu projeto indica que seria usado o mantelete da torre do Panther Ausf. juntamente com um canhão de 88mm 43 L/71. Seu peso estaria na categoria de 50 - 75 toneladas.

        



E-75 Standardpanzer

Versões do E-75


O E-75 foi projetado para ser o veículo pesado padrão e substituiria o Tiger II e o Jadgtiger. Teria a mesma linha de produção do E-50 afim de facilitar sua linha de produção. Assim ambos os veículos teriam muitos aspectos e componentes compartilhados, como o motor. Estaria na categoria de 75 toneladas e teria uma velocidade de 40 km/h para compensar o aumento do peso em relação ao E-50. Fontes indicam que os dois veículos teriam o mesmo canhão o 88mm 43 L/71. Estes veículos seriam os primeiros a usar a primeira versão da iluminação infravermelha inventada por cientistas alemães e usadas no Panther Ausf. F.



E-100 

 
Baseado em seu antecessor o Tiger-Maus, o E-100 utilizou partes do projeto do mesmo, como a torre do Maus. O E-100 foi concebido para ser um SuperPesado que iria substituir o projeto de Porsche, o Maus. A construção do E-100 começou em 1944 mas foi ordenado seu cancelamento e seus operários realocados para a produção do Maus. A torre do E-100 é baseada na do Maus II, atualização do Maus, onde teria uma canhão 128 milímetros KwK 44 G / 55 e teria uma blindagem de 240 - 40 mm e alguns estudos indicam que o E-100 teria uma versão com o canhão de 15 centímetros KwK 44 L / 38. 


Somente o chassi do E-100 foi produzido, mas logo depois da guerra foi levado para o Reino Unido, analisado e logo depois  desmanchado para reaproveitamento do metal.

 

 

 

A Evolução

Após a Guerra, a França  reutilizou alguns projetos da série E, como o excelente motor 1000HP Maybach, para a criação do AMX-50. Já os suíços usaram a suspensão do E-50 e E-75 no Panzer 61. 
































#GlaucioGomes 

_____________________________________________________________________________________________________________
Glaucio é editor da FanPage Regimento de Blindados Osório e o mais novo colaborador
do Zoeira de Guerra. fb.com/regimentoosorio

23 de novembro de 2015

Zoeira na História: o Super Sherman



Muitos já ouviram falar do Super Pershing, famoso na história e no World of Tanks. O que garanto que ninguém ainda ouviu falar é do Super Sherman. Então resolvi acabar com essa "injustiça" e apresentar pra vocês o Super Sherman, ou projeto M50/M51.



Tem para todos os gostos

M10 Achilles no museu israelense de Latrun
Impossível falar do Super sem lembrar do básico. O M4 Sherman é um daqueles projetos que rendem uma quantidade imensa de variantes, todas utilizando o mesmo projeto de chassi. Segue a lista: M4 Firefly, Sherman Super Jumbo, Sherman Easy8, M10 Wolverine, M10 Achilles, M36 Jackson, M7 Priest, M12, M43, MMC94, Sexton, M4 Crocodile, T34 Calliope, Sherman Rocket Launcher, M32&M74 Tank Recovery, Sherman DD(anfibio), M1A1 Dozer, T1E3 Mine Roler, M34/35 Artillery Tractor… ufa! A lista segue extensa, isso só nas variantes americanas sem contar as variantes de outros 54 países, incluindo o Brasil, o que torna um dos projetos mais bem sucedidos da história dos blindados.
 
 
Diferenças entre o Chassi M4A1, M4A2 e M4A3


Je suis Super Sherman!

O projeto do Super Sherman nasceu de duas situações: Franceses experimentando novos usos às centenas de chassis de Sherman espalhados pelo país e Israelenses necessitando de uma defesa blindada efetiva ao país recém criado. Então, em meados déc de 1950, uma delegação israelense visitou a França para examinar o novo projeto francês: o AMX 13. Na ocasião o veículo era armado com um canhão de alta velocidade de 75mm (CN 75-50). Enquanto a arma era satisfatória, a blindagem do tanque francês foi considerada muito leve. Eventualmente, Israel comprou o AMX 13 mas acabou enxertando o canhão francês em um chassi de M4 Sherman. Nascia o primeiro protótipo do M50. 
M-50 "Cummins" com canhão CN 75-50
 
Em 1955 uma torre protótipo foi enviado da França para Israel. O canhão ficou conhecido em Israel como o H-50 e como um resultado o Sherman "OP" foi designado como Sherman M-50. O M-50 era semelhante ao Sherman Firefly, que tinha a torre original menor. Os primeiros M-50 foram baseadas no chassi M4A4, tinha um motor Continental R-975 a gasolina e suspensão VVSS. Mas o aumento de peso efetivo do veículo causava muito desgaste no motor/suspensão e somente 50 unidades tiveram essa configuração. Posteriormente o motor foi substituído pelo Cummins V-8 de 460 cavalos (340 kW) movido à diesel. Essa versão ficou conhecida como M-50 Cummins. No total, cerca de 300 M-50s foram construídos até 1964.

Vistas do M-50 com canhão 75mm francês e torre pequena

O Super ficou muito mais super.

No começo de 1960, os israelenses estavam satisfeitos com seu exclusivo M-50, mas queriam muito mais poder de fogo. Então, novamente, recorreram aos amigos franceses e no começo de 1962, 180 tanques Sherman receberam o ainda mais poderoso canhão francês Modèle F1 D1504 L/51, de 105mm. Assim nascia o M-51, conhecido pelo mundo por M-51 Isherman ou pelos jogadores de World of Tanks como M4A1 Revalorisé. Entre as modificações, o canhão teve seu comprimento reduzido de 56 para 44 calibres e equipado com um freio de boca; munições foram alteradas para utilizar um cartucho menor. Além do canhão, o M51 Isherman utilizava chassi M4A1 e torres T23. Todos os tanques foram equipados com motores diesel Cummins e suspensão HVSS. O tanque foi exibido ao público pela primeira vez durante o Dia da Independência Israelense em 1965.

M-51 Isherman ou M4A1 Revalorisé: Chassi M4A1 com um poderoso canhão francês de 105mm.

Botando a criança pra brincar.

Os primeiros 25 M-50s foram concluídos a tempo para a Operação Kadesh, a invasão israelense do Sinai contra o Exército egípcio. Curiosamente, os egípcios também tinha sua versão do Sherman com canhão francês. Era quase idêntico ao M-50, com a diferença que além do canhão do AMX-13 ele também usava a torre do veículo leve francês. 

M4A4 egípcio com a torre oscilante FL-10.

Tanto o M-50 quanto M-51 viram combate na Guerra dos Seis Dias, muitas vezes lutando contra obsoletos T-34 -85 (por exemplo, na Batalha de Abu-Ageila). Ambos também foram empregados em 1973 Guerra do Yom Kippur ao lado e contra os tanques muito mais modernos. No combate contra os exércitos árabes, o M-51 mostrou-se capaz de lutar mais recentes tanques, mais pesados, como  T-54/55 / T-62.  O M-51 serviu bem durante o seu tempo, e é considerado como um excelente exemplo de como um tanque obsoleto (o Sherman) pode ser atualizado para além dos limites das suas capacidades originais.





Colunas de M-51, durante a Batalha de Abu-Ageila, durante a Guerra dos Seis Dias

 

Tudo tem um começo e um fim.

Os M-50 foram aposentados por 1972.  Durante a Guerra Civil Libanesa, um total de 75 M-51s foram dadas as milícias cristãs libanesas. Cerca de 100 dos tanques restantes deste modelo foram vendidos para o Chile no final dos anos 70 e usados até 1989. Os poucos M-51s que Israel reteve foram convertidos em veículos de engenharia e artilharia autopropulsada.

Variantes e insígnias chilenas para o M-51 Super Sherman

Tudo dito, chegamos a conclusão que, diferente do que sempre temos em mente quanto nos referimos ao M4 Sherman, o Super Sherman foi uma das variantes mais importantes desse lendário blindado americano. E com isso ficamos por aqui com mais um Zoeira na História. Quem sabe que próximo veículo vamos esmiuçar? Nem SerB deve saber!


Qapla'

#alegetbrz